Em um cenário econômico repleto de desafios e oportunidades, as commodities continuam a atrair investidores em busca de diversificação e proteção contra a inflação. Em 2025, o mercado global de matérias-primas apresenta quedas significativas de preços, mas também perspectivas de recuperação promissoras em segmentos específicos.
Os preços gerais das commodities devem recuar cerca de 12% ao longo de 2025, seguido de um novo declínio de 5% em 2026, atingindo níveis não observados em seis anos. Esse movimento reflete o desaceleração do crescimento econômico global e a cautela dos países diante de incertezas geopolíticas.
Paralelamente, fatores estruturais, como a consolidação das políticas de transição energética e as oscilações na demanda industrial, exercem impacto profundo nos principais insumos negociados. Embora o momento pareça adverso, o cenário traz oportunidades de entrada para investidores atentos aos ciclos de alta e baixa.
Em 2025, algumas matérias-primas ganham destaque por seu papel estratégico na economia mundial. Entre as mais valorizadas estão:
Cada uma dessas commodities reage de maneira distinta às variáveis de oferta, demanda e políticas globais. Compreender essas dinâmicas é crucial para uma estratégia de investimento bem-sucedida.
Para facilitar a análise, dividimos as principais matérias-primas em três setores: Energia, Metais e Minerais, e Agronegócio. Abaixo, apresentamos as tendências que moldam cada segmento.
O petróleo permanece essencial para transporte, geração de energia e petroquímica. Apesar das metas de neutralidade carbônica, a demanda de países não-OCDE, especialmente na Ásia, sustenta o consumo. A OPEC+ enfrenta o dilema entre reter produção para manter preços ou ampliar oferta para não perder participação de mercado.
O gás natural beneficia-se de um forte crescimento na demanda por GNL na Europa e no potencial uso em data centers. Embora haja volatilidade, a tendência de alta no médio prazo é alimentada pela transição energética e necessidade de fontes complementares ao renovável.
O cobre destaca-se como protagonista da revolução industrial verde. Seu uso em fiação elétrica e componentes de energia renovável impulsiona as cotações, com preços podendo superar US$10.000/tonelada em 2026.
Os metais preciosos, especialmente ouro e prata, seguem seu ciclo de valorização em momentos de incerteza. O ouro, em particular, funciona como porto-seguro, suportado por compras de bancos centrais e investidores conservadores.
O lítio, matéria-prima chave para baterias de veículos elétricos, registra valorização contínua diante do aumento de produção de carros elétricos e sistemas de armazenamento estacionário.
No segmento de soft commodities, a soja e o trigo mostram dinâmicas opostas. Estoques elevados de soja mantêm os preços pressionados, enquanto o trigo pode receber impulso em função de restrições climáticas em algumas regiões. A volatilidade no agronegócio é influenciada por fatores climáticos, políticas de exportação e fluxos logísticos.
Investir em commodities agrícolas requer atenção redobrada às previsões de safra, custos de insumos e ao câmbio, que impacta diretamente na competitividade dos produtos no mercado internacional.
Diante das flutuações, alguns princípios orientam uma carteira equilibrada de commodities:
Uma abordagem disciplinada de longo prazo reduz o impacto das oscilações pontuais, aproveitando melhor os ciclos de alta.
Investir em commodities exige um plano de contingência para variações bruscas de preço e eventos inesperados. Recomendamos:
Essas práticas contribuem para minimizar prejuízos e maximizar ganhos, conferindo maior segurança ao portfólio.
Apesar das quedas projetadas para 2025 e 2026, o universo de commodities apresenta caminhos promissores para investidores que souberem identificar os pontos de virada. Aproveitar oportunidades em setores estratégicos, adotar métodos de gestão de riscos e manter visão de longo prazo são pilares para o sucesso.
Ao compreender as forças que moldam o mercado de matérias-primas, você estará melhor preparado para navegar pelos ciclos globais e colher os frutos de uma carteira diversificada e resiliente.
Referências